Coluna

Ilê Aiyê inicia circulação pelo Nordeste neste domingo

Com uma bagagem cheia de entusiasmo, canções, adereços e 47 anos de história, o Ilê Aiyê inicia circulação por três cidades do Nordeste neste domingo, 3 de abril, quando a Band’Aiyê se apresenta no Teatro Tobias Barreto, em Aracaju, às 20h. Ainda em abril, o mais belo dos belos desembarca em Fortaleza e Recife. Na capital cearense, o show é dia 29, no Cineteatro São Luiz. Já em Recife, a explosão musical percussiva do bloco afro mais antigo do Brasil acontece no Teatro do Parque, dia 30 de abril.

A turnê também irá passar por Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, sempre com ingressos a preços populares. O projeto de circulação “Ilê Aiyê: Que Bloco é Esse?” é uma realização do Ilê Aiyê em parceria com a Caderno2 Produções e Multi Planejamento Cultural via Lei de Incentivo à Cultura da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal, com patrocínio da Petrobras. O projeto foi selecionado pelo Petrobras Cultural através da chamada de música 2018.

Durante a pandemia, o projeto promoveu Oficina de Percussão para Crianças e uma apresentação em Salvador, ambas transmitidas online, retomando agora as atividades presenciais. “A expectativa é grande e das melhores para essa turnê. Durante a pandemia, as pessoas sentiram muita saudade de ver o Ilê Aiyê, e os músicos e cantores estão ansiosos para poder voltar a trabalhar e a se apresentar. Vai ser importante mostrar mais uma vez ao Brasil a força da música afro baiana. A última vez que fizemos uma turnê pelo país foi em 2001, que também teve o apoio da Petrobras. Agora vamos colocar o pé na estrada de novo, e isso nos traz grande alegria”, comenta o presidente do Ilê Aiyê, Antônio Carlos Vovô.

O show que vai viajar pelo país revela a performance poderosa do Ilê Aiyê, expondo a força musical e a potência estética de um bloco que revolucionou a luta antirracista na Bahia, no Brasil e no mundo.  A partir do ritmo de surdos e repiques, dos passos da dança afro e do figurino vibrante nas cores vermelho, amarelo e branco, o espetáculo rítmico-musical e visual mostra todo o vigor da cultura afro-brasileira.

Não à toa, o continente africano é o tema do primeiro bloco de músicas do espetáculo que irá circular pelas seis capitais brasileiras. Nele, estão canções que homenageiam países como Angola, Guiné e Costa do Marfim. Ao todo, são quatro blocos musicais intercalados por grandes clássicos adorados pelo público, como “Pérola Negra”, “Negrume da Noite” e “O Mais Belo dos Belos”.

“Será um show festivo que faz alusão ao trabalho de 47 anos do bloco, tempo em que o Ilê vem difundindo amplamente a sua mensagem de resistência e valorização da cultura negra por onde passa”, comenta o produtor artístico Sandro Teles. Além da homenagem à Africa, o show também dedica um bloco musical às mulheres negras, com destaque para a performance da Deusa do Ébano, e à Mãe Hilda Jitolu, a grande matriarca da entidade. “Já o último bloco é dedicado às grandes canções que fazem a história do Ilê Aiyê. A ideia é finalizar com uma grande celebração”, acrescenta Sandro.

Em cada cidade, está prevista uma ação de formação de plateia a partir da interação dos músicos da banda com instituições convidadas que trabalhem com a socialização e formação de jovens através da arte.

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