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Illy faz show “O que me cabe” de graça no Pelourinho

O som pop tropical fincado na MPB da cantora Illy vai ferver o Pelourinho nessa sexta-feira (16), às 20h, no Largo Tereza Batista. O show faz parte da turnê do álbum “O que me cabe”, que vem colecionando público e elogios por onde passa. A abertura da noite fica por conta da cantora Aiace.

No repertório, além das faixas de “O que me cabe”, estão canções como “Afrouxa”, “Só eu e você” e “Djanira” que marcaram a carreira de Illy. Covers que vão de Edson Gomes a Zé Vaqueiro também estão na lista. No show, Illy é acompanhada por uma banda de baianos que assim como ela vivem em São Paulo. O suingue das ruas de Salvador são garantidos por Paulo Mutti na guitarra, Milton Pelegrine no baixo, Jean Michel na bateria e Ricardo Braga na percussão.

Mais sobre o disco

“O que me cabe” traz um som pop, dançante, fincado na MPB com participações de Adriana Calcanhotto, Erasmo Carlos e Marina Sena. Um time – formado por Ana Frango Elétrico, Marlon Sette, Iuri Rio Branco, Marcelo de Lamare, Marcelo Costa, Paulo Mutti, Guto Wirtti, Gabriel Loddo, Guilherme Lírio, Kassin e Moreno Veloso – assina a produção das faixas, quase todas inéditas, com exceção de “O Conteúdo” de Caetano Veloso e “Cabimento” de Arnaldo Antunes e Paulo Tatit.

Aliás, a tracklist já dá pista do olhar atento da artista para a narrativa do álbum que abre com a música “Dentro de mim” (Ana Frango Elétrico e Tetê), um pop no estilo Michael Jackson e Daft Punk, mas com letra intensamente feminina e libertária.  Os vocalizes abrem alas para “Nunca Errou” (Illy e Jorge Velloso), talvez a faixa mais impactante de “O que me cabe” com duras críticas às redes sociais. “Tão linda, um lacre, incrível! Meu amor, tudo é falsidade, tudo é falsidade…” exclama num trecho.

“Vivemos num mundo que até os elogios são engessados e repetidos. Onde número de seguidor dita a importância do artista. Eu mesmo sabendo que é uma guerra praticamente perdida, sempre quero reagir a isso”, afirma Illy. “ O processo criativo deste álbum me ajudou a respirar durante a pandemia e o puerpério. Fico feliz que o resultado dele tem sido combustível para eu seguir acreditando em tempos melhores e na música contemporânea brasileira”, conta.

Outro motivo de alegria pra Illy é unir Adriana Calcanhotto, Erasmo e Marina Sena no seu álbum. Ela canta a versão acústica da faixa-título “O que me cabe” com Adriana. Erasmo participa em “Pra você não ir”, um rock’n roll de Ray Gouveia – e Marina Sena em “Quente e colorido”, já lançado com single que caiu no gosto da turma do pop independente.

Além das canções do novo álbum, Illy canta hits da carreira como “Só eu e você”, “Afrouxa” e “Djanira”, além de covers de Belo, Edson Gomes e As Frenéticas. “É um show pra cima, com poucos e importantes momentos mais intimistas. Uma ode à música contemporânea brasileira fincada às suas raízes”, resume.

Sobre Illy

Nascida e criada na Cidade Baixa em Salvador, Illy canta desde criança e em 2016 se lançou no mercado fonográfico com o EP “Enquanto você não chega”, abre alas para o primeiro álbum de estúdio da artista, “Voo longe”. Produzido por Kassin e Moreno Veloso, o disco foi sucesso de crítica e esteve presente nas principais listas de melhores do ano.

Seu segundo álbum, “Te adorando pelo avesso” é uma homenagem a Elis Regina e desconstrói o repertório de uma das maiores cantoras da história. Além desses lançamentos, Illy tem parcerias importantes com Baco Exu do Blues e Arnaldo Antunes – “Devagarinho 2.0”, Silva – Nós dois aqui é Duda Beat – “Só eu e você na pista”.

Serviço

Show: Illy com abertura de Aiace

Local: Largo Tereza Batista, Pelourinho – Salvador

Data: 16 de dezembro, às 20h

Gratuito

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