
Salvador sedia o evento “Falares Crioulos – Dicções”, no Goethe-Institut Salvador-Bahia, a partir desta quarta-feira (23) e segue até a sexta-feira (25). O ciclo de conversas e masterclasses reúne artistas e intelectuais afrodiaspóricos para discutir a ideia de crioulagem, processo que envolve cruzamentos linguísticos e culturais marcados por trajetórias coloniais, migrações e resistências. Com curadoria de Diego Araúja, o evento marca o início do projeto “Os Salitres – 2ª crioullage”, obra artística com estreia prevista para 2026.
A programação gratuita acontece nos dias 23 e 24, das 15h às 18h, e no dia 25, às 16h. A abertura terá uma biografia falada de Dorothée Munyaneza e uma masterclass com Simone Lagrand. Nos dias seguintes, o evento inclui participações de Laís Machado e Bonaventure Ndikung, diretor da Haus der Kulturen der Welt e curador da 36ª Bienal de São Paulo.
Diego Araúja afirma que “o Falares Crioulos não é um seminário tradicional, mas uma partilha de dicções, vozes que carregam vivências plurais da diáspora”. Ele explica que o projeto baseia-se em uma ficção especulativa sobre um grupo de intelectuais afrodiaspóricos que inventam uma nova língua não nascida do trauma colonial. O evento é uma realização da Plataforma ÀRÀKÁ, com apoio do Goethe-Institut e patrocínio da Fundação Gregório de Mattos e do Ministério da Cultura.
Serviço
Falares Crioulos – Dicções
Teatro do Goethe-Institut Salvador-Bahia (Av. Sete de Setembro, 1809 – Vitória)
23, 24 e 25 de julho de 2025
Entrada gratuita
Formato híbrido: atividades com participação presencial e remota
