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Espetáculo “Auto da Compadecida” estreia temporada de agosto em Salvador

Após o grande sucesso das duas primeiras temporadas, o espetáculo “Auto da Compadecida”, da obra de Ariano Suassuna, continuará em cartaz no mês de agosto, no Centro Cultural Ensaio, localizado no bairro do Garcia, sob direção e encenação de Fábio Tavares (“Lenda das Yabás” [2012], “” [2017], “Temporada Final” [2022] e “Navalha na Carne” [2023]). O espetáculo ganhou uma pequena alteração na estrutura do seu roteiro, que inicia pelo fim, ou seja, as personagens já começam mortas, no céu, e a trama se desenrola contando como elas chegaram ali, dando ainda mais amplidão às peripécias dos dois anti-heróis, malandros e mentirosos, João Grilo e Chicó, criados pelo dramaturgo Ariano Suassuna. Isso permite uma dilação no tempo e a criação de situações inusitadas, que estavam contidas no subtexto, e que agora dão mais vida e comicidade a um texto que, por si, já garante boas gargalhadas da plateia. Serão duas sessões aos Sábados (05/08, 12/08, 19/08 e 26/08), às 19:00h e às 20:30h, e uma sessão aos Domingos (06/08, 13/08, 20/08 e 27/08), às 19:00h, trazendo aos palcos soteropolitanos uma obra que é referência na cinematografia e no teatro do nosso país. Os ingressos, a preços populares, custando R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia), podem ser comprados pelo Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/auto-da-compadecida-salvador-agosto/2082823). Classificação: 12 anos.

O público baiano poderá conferir os personagens icônicos e o enredo voltado para a comicidade e a religiosidade, em interpretações endossadas pelo elenco composto por Amanda Cambeses, Augusto Barbosa, Duda Lemos, Ramon Almeida e Thales Moreira, que formam o elenco fixo do Centro Cultural Ensaio e que acompanham a direção já há quatro projetos consecutivos. Para compor os demais moradores da cidade de Taperoá, foi formado um elenco que mescla atores experientes e outros em iniciação de carreira, entre eles, Lis Gabrieli, Lucas Teixeira, Marco Ariel Lopo, Maria Franco e Vitória Guimarães, tecendo uma história de muito humor e fantasia, da qual nem a Compadecida escapa, muito menos o maldito Encourado. O Texto é um clássico que, com todo o seu humor, expõe críticas sociais, reflexões de ordem moral, boas doses de sarcasmo e um astuto olhar sobre sérios problemas que ainda são encontrados nos dias atuais.

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