O Balé Folclórico da Bahia (BFB) fará uma turnê nacional em celebração aos seus 37 anos. O aclamado grupo levará o espetáculo “O Balé Que Você Não Vê” para as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste do país. As apresentações iniciam em 22 de agosto no Festival MoviRio, no Rio, e seguem até outubro, passando por São Paulo, Campinas, Franca, Goiânia, Florianópolis, Porto Alegre e Novo Hamburgo. O projeto conta com o patrocínio master do will bank via Lei Rouanet e Ministério da Cultura.
Criada em 2022, a montagem desta apresentação cravou o retorno do Balé Folclórico da Bahia aos palcos após o período da pandemia. O espetáculo é inspirado na luta diária de uma companhia profissional para se manter ativa, tanto financeiramente quanto tecnicamente. Walson (Vavá) Botelho, diretor-geral e fundador da companhia, afirma que “O espetáculo O Balé Que Você Não Vê reflete a nossa resistência. Ele foi montado e teve sua estreia mundial depois de mais de dois anos sem a companhia se apresentar. Foi um enorme desafio, mas também uma grande celebração”. No palco, o conjunto de dança afro-baiana apresentará três coreografias concebidas especialmente para esta produção: Bolero, de Carlos Durval; Okan, de Nildinha Fonseca; e 2-3-8, de Slim Mello, além de exibir o repertório clássico do grupo, com Afixirê, uma coreografia de Rosângela Silvestre reconhecida internacionalmente.
A manutenção da qualidade artística do Balé exige um esforço contínuo. Vavá conta que “A realidade da companhia envolve muita preparação e disciplina, um trabalho exaustivo e diário”. Ele também pondera que “Poucas companhias de dança privadas sem patrocinador regular existem por tanto tempo, mantendo um nível de excelência técnica tão elevado e respeito do público e da crítica”. Além da educação na dança, música, capoeira, canto e teatro, os bailarinos do BFB recebem preparação em dança clássica, moderna e contemporânea, evidenciando a amplitude de sua formação.
Este projeto de circulação nacional foi originalmente concebido para festejar os 30 anos da companhia. Vavá Botelho destaca que “O projeto dessa turnê nacional foi concebido para comemorar os 30 anos do Balé Folclórico da Bahia, mas só agora, sete anos depois, vamos realizar uma turnê graças ao patrocínio do will bank, que abraçou nosso projeto e vai levar a companhia para três regiões do país”.
A parceria com o will bank mostra a ligação do banco digital com a valorização da cultura brasileira, segundo Felipe Félix, CEO do will bank. “Nós acreditamos na força da nossa cultura e fazemos questão de celebrar o que o Brasil tem de melhor. Apoiar o Balé Folclórico da Bahia, em sua primeira grande turnê pelo país, é a nossa forma de consideração e mostrar para todo o mundo a potência que esse grupo construiu em 37 anos de muita história e talento”, comenta.
Para anunciar a turnê, o Balé promoverá no próximo dia 10 um evento fechado de lançamento no Palacete Tira-Chapéu, em Salvador, Bahia. Ao lado do testamento, a companhia de dança anunciará os teatros e os dados oficiais das apresentações, assim como algumas curiosidades sobre o espetáculo e seus bastidores.
A única companhia de dança folclórica brasileira
O Balé coleciona importantes prêmios e reconhecimentos. Recentemente, em 20 de maio, foi homenageado com a Ordem do Mérito Cultural, concedida pela Presidência da República e pelo Ministério da Cultura. Em 2013, a prefeitura de Atlanta (EUA) declarou no dia 1º de novembro como o Dia do Balé Folclórico da Bahia, e no mesmo ano, o grupo teve uma rua nomeada em sua homenagem na cidade de Aného, no Togo.
Na crítica de dança do The New York Times, Anna Kisselgoff, uma voz poderosa no cenário mundial, escreveu que “O prazer dos dançarinos, músicos e cantoras em fazer o que eles fazem sobre o palco é tão obviamente parte da vida deles que contagia todo o teatro”. O jornalista também declarou em uma de suas críticas para o jornal norte-americano que “Eu já assisti seus maravilhosos bailarinos em diferentes países, sempre se comunicando com o público. Crianças e adultos são tomados de imediato pelos ritmos e encantos de sua arte”. Em 1994, a Associação Mundial de Críticos nomeou o BFB como a melhor companhia de dança folclórica do mundo.
Desde 1993, sob a direção artística de José Carlos Arandiba (Zebrinha), o corpo de baile atingiu um nível notável de aprimoramento técnico-interpretativo. A Bahia, com sua efervescência de manifestações populares, é a principal fonte de inspiração para as pesquisas do grupo, que legitima o folclore baiano em suas coreografias. O diretor artístico afirma que “O nosso grande objetivo é a educação. Meu princípio é que cada pessoa faz seu caminho. No Balé, há pessoas de todas as faixas etárias e de todas as classes sociais. A partir do momento que alguém entra por nossa porta, deixa fora um monte de estigma”.

