Coluna

Marisa Monte lota Concha Acústica na estreia da turnê Portas, em Salvador

"Muita atenção porque a gente precisa muito melhorar a qualidade dos nossos representantes", pontuou a artista sobre as eleições de 2022

Reencontro, saudade, satisfação, ansiedade, paixão, amor, realização, curiosidade e encantamento. Esses são alguns dos sentimentos colocados em palavras de muitas pessoas que caminhavam para o mais próximo possível do palco da Concha Acústica de Salvador no primeiro dia do show da turnê Portas, de Marisa Monte, realizado nesta sexta-feira, 6. O intuito era conferir de perto o espetáculo de sons, luzes e cores que a cantora, que esteve na capital baiana há seis anos, preparou em seu novo trabalho.

Com a música que dá nome a nova turnê, Marisa abriu o show e logo chamou a atenção do público pela escolha do figurino, com styling de Renata Correa, e joias feitas à mão por Caio Vinicius. Além do novo álbum, lançado em 2021, o repertório passeou por diversos momentos da carreira da compositora, produtora e multi-instrumentista. Os fãs demonstraram estar afinados com todas as canções, que foram acompanhadas pelas projeções de imagens que tomaram todo o palco e compuseram o cenário.

“O show é incrível, Marisa é incrível, e a arte salva!”, declarou a professora Isabela Marília, que veio de Sergipe com amigos para prestigiar o evento pela primeira vez. Para o servidor público Marcelo Augusto Santos, a noite teve um sabor de reencontro: “Está tudo perfeito, estou amando rever Marisa. Eu vim em 2016 e declamei aquela parte de Arnaldo Antunes, de ‘Amor I Love You’, com ela no palco. Então estou revendo ela depois de seis anos, é uma emoção muito grande!”.

Como forma de protesto ao governo do atual presidente, em determinado momento, parte do público entoou um coletivo: “Fora Bolsonaro”. Na ocasião, Marisa Monte aproveitou a oportunidade para chamar a atenção para a responsabilidade para com o voto nas eleições 2022: “A gente não pode escolher só um presidente, a gente pode escolher também todos os cargos do legislativo, que são os cargos que fazem as leis. Então, muita atenção porque a gente precisa muito melhorar a qualidade dos nossos representantes, que são os caras que vão governar junto com o próximo presidente, e eu espero que não seja esse!”, enfatizou.

Durante o show, a artista destacou os músicos Davi Moraes (guitarras), Dadi (baixo, teclado e guitarra), Pupillo (bateria), Pretinho da Serrinha (percussão, cavaquinho e voz), Antonio Neves (trombone, adaptações e arranjos de metais), Eduardo Santanna (trompete e flugelhorn), Lessa (flauta e sax) e Chico Brown (teclado, guitarra, baixo e voz), que a acompanham em “Portas”. Cantando à capela, a cantora revisitou o álbum MM (1989) com o início da música “Bem que se quis”, versão criada por Nelson Motta para “E Po’ Che Fa”, para finalizar à noite.

 

 

 

Texto e fotos: jornalista Lílian Kastro

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