Cultura

Círculo de Saberes traz o olhar indígena sobre a Semana de Arte Moderna de 1922

De 16 a 18 de fevereiro (quarta-feira a sexta-feira), o site e a página do Youtube do Itaú Cultural – www.itaucultural.org.br e www.youtube.com/itaucultural – transmitem ao vivo e on-line a sétima edição do Mekukradjá – Circuito de Saberes. São três dias de encontros dedicados às tradições, resistência e importância da memória e cultura dos povos originários para a transformação da sociedade brasileira. Com curadoria da antropóloga e documentarista Júnia Torres, do escritor e educador Daniel Munduruku e da pesquisadora e curadora Naine Terena, esta edição tem como tema A gente somos – Reantropofagizando o Brasil e reúne 21 indígenas, entre lideranças, acadêmicos, cineastas, escritores, comunicadores e artistas visuais de etnias das cinco regiões do país.  Acompanhe o teaser. 

 Entre os participantes estão o cineasta e pajé Carlos Papá, Edson Krenak, vencedor do Prêmio Nacional Tamoios para Escritores Indígenas do Brasil, os artistas visuais Gustavo Caboco, Arissana Pataxó e Miguela Guarani, o antropólogo e poeta indígena Idjahure Kadiwel, a lider feminina do Território Indígena do Xingu Watatakalu Yawalapiti e Tukumã Pataxó, comunicador do Mídia Índia, considerado um dos maiores veículos de comunicação indígena do Brasil. O artista Denilson Baniwa, que inspirou o tema do evento com a defesa do conceito de reantropofagia, participa da edição em um depoimento gravado. 

 Os debates são realizados sempre às 10h30 e às 16h30. Revisitam pensamentos acerca do Brasil, sua produção artística, os trânsitos ocorridos nesses tempos, a partir do marco histórico da arte brasileira que foi a Semana de 22, e nos processos que foram realizados em períodos anteriores. Essa reflexão é feita com base nas múltiplas perspectivas indígenas. Para isso, faz um giro no país de norte a sul e entrelaça fazeres e viveres do país indígena.   

 A cantora indígena Djuena Tikuna encerra a programação, no dia 18, em show on-line que apresenta suas principais músicas, entre elas Yiemagü rü nainecüti’igü e Maraka’nandê 

 Acompanhando a programação do evento, no mesmo dia entra em cartaz na Itaú Cultural Play a mostra de filmes Gentes Ancestrais, que traz reflexões sobre a história do Brasil a partir de diferentes perspectivas indígenas. Com curadoria de Naine Terena e Júnia Torres, a seleção conta com oito curtas-metragens, dentre eles Kaapora – o chamado das matas (2020), de Olinda Muniz Wanderley, O verbo se fez carne (2019), de Ziel Karapotó, e Provocações (2017), de Jaider Esbell. 

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